terça-feira, 28 de abril de 2009

Eu não quero ser anarquista! Eu quero ser anarquista!

Se ser anarquista é fazer meu desejo passar por cima dos outros, sem o mínimo de consideração,
Não, eu não quero ser anarquista
Se ser anarquista é mentir pra tirar proveito de alguma situação,
Não, eu não quero ser anarquista
Se ser anarquista é não ter lei nenhuma, a ponto de desrespeitar aquilo que eu mesma me proponho,
Não, eu não quero ser anarquista
Se ser anarquista significa que isso vale só pra mim, e o resto do mundo tem que se submeter a minha desordem,
Não, eu não quero ser anarquista
Se ser anarquista significa individualismo egoísta,
Não, eu não quero ser anarquista

Mas eu quero cultivar o anarquismo, por acreditar que ele não é nada disso que um bando de burgueses enrustidos quer fazer crer. É muito fácil encobrir seus podres sob a máscara de amoralidade consciente e orgulhosa de si mesmo. Eu só quero saber o que diferencia a hipocrisia do auto-denominado anarquista da hipocrisia corrente e, por que não?, aceita na sociedade. A diferença é seu discurso? Ou seu cabelo e modo de vestir rebeldes?

Um comentário:

douglas g fernandes disse...

Eles nos fazem acreditar em liberdade, essa falsa liberdade que nos aprisiona em ideologias. Alienação e consumismo se equiparam a palavra da lei burguesa “ordem e progresso” e diz ordem aos tolos e progresso a elite.
Falsa liberdade que funciona como um espectro para a perpetuação das diferenças entre classes sociais. Morte ao reacionarismo capitalista, vida a filosofia anarquista.
Anarquismo não é bagunça anarquismo e a expressão da autonomia coletiva